Em uma ação que une educação e inovação, o Sebrae Roraima, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Boa Vista (SMEC), promoveu nesta terça-feira (16) uma capacitação sobre os Laboratórios Didáticos Móveis (LDM) para professores da Escola Municipal Juslany de Sousza Flores.
A iniciativa visa reativar e qualificar o uso dos equipamentos, que estavam parcialmente desativados, beneficiando diretamente alunos do ensino fundamental e infantil da rede pública
A proposta é oferecer aos educadores mais segurança e conhecimento para utilizar os equipamentos e recursos disponíveis, aproximando os estudantes de conteúdos relacionados à química, física, biologia e outras áreas científicas.
De acordo com o coordenador de Educação Empreendedora do Sebrae Roraima, Tálison Silva, a iniciativa vai além da capacitação técnica e contribui para o desenvolvimento de competências importantes para a formação dos alunos.
“Os Laboratórios Didáticos Móveis permitem que os estudantes tenham contato direto com a ciência na prática. Além disso, essa metodologia estimula habilidades como protagonismo, autonomia, iniciativa e busca por qualidade, que também fazem parte dos objetivos da educação empreendedora”, destacou.
Segundo ele, a parceria entre Sebrae e Smec foi construída para ampliar o uso dos laboratórios, que estavam com atividades reduzidas devido a desafios operacionais e de capacitação.
“Conseguimos unir esforços para oferecer formação aos professores e reativar os laboratórios em diversas escolas da rede municipal. A expectativa é beneficiar mais de 15 mil estudantes e cerca de 700 profissionais da educação”, afirmou.
A Escola Municipal Juslany de Souza Flores é a 13ª unidade de ensino atendida pelo projeto. Nesta etapa, cerca de 70 profissionais participam da formação, entre professores regentes, docentes de Educação Física e Arte.
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Aprendizado na prática
A capacitação foi conduzida pelo instrutor Umberto Zottich, que apresentou aos participantes técnicas de microscopia e possibilidades pedagógicas para utilização dos equipamentos em diferentes disciplinas.
Durante a atividade, os professores aprenderam a observar estruturas microscópicas presentes em alimentos e organismos vegetais. Entre os experimentos realizados, uma amostra de batata foi utilizada para identificar a presença de amido por meio de uma reação química simples observada ao microscópio.
Segundo o instrutor, o objetivo é tornar o aprendizado mais dinâmico e aproximar os estudantes da realidade dos conteúdos estudados.
“Muitas vezes os alunos conhecem determinados conceitos apenas por imagens dos livros. Com o microscópio, eles conseguem visualizar estruturas reais e compreender melhor fenômenos relacionados à biologia, nutrição e meio ambiente. Isso torna o aprendizado mais significativo”, explicou.
Ele ressalta ainda que o equipamento pode ser utilizado de forma interdisciplinar, envolvendo conteúdos de Ciências, Português, Arte e outras áreas do conhecimento.
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Benefícios para professores e estudantes
Para o diretor da Escola Municipal Juslany de Souza Flores, Sóstenes Almeida Sousa, a formação representa um avanço importante para o trabalho pedagógico da unidade.
“Nossos alunos já utilizam os laboratórios, mas essa capacitação permite que os professores conheçam mais profundamente os equipamentos e ampliem as possibilidades de uso em sala de aula. Isso torna as atividades mais dinâmicas e contribui diretamente para o aprendizado”, afirmou.
O diretor destacou ainda que o contato direto com os instrumentos científicos desperta o interesse dos estudantes e facilita a compreensão dos conteúdos.
“Antes eles apenas ouviam falar sobre microscópios ou viam imagens nos livros. Hoje conseguem manusear os equipamentos e realizar experimentos na prática, o que gera um impacto muito positivo no processo de aprendizagem”, disse.
A professora do 3º ano do Ensino Fundamental, Di Lourdes Sousa Nascimento, acredita que a formação contribuirá para que os docentes utilizem os laboratórios com mais frequência e segurança.
“Já temos esses equipamentos há algum tempo, mas muitos professores ainda tinham receio de manuseá-los. Agora estamos aprendendo na prática e percebendo que podemos utilizar esses recursos de forma tranquila. Isso vai enriquecer muito nossas aulas e despertar ainda mais a curiosidade dos alunos”, avaliou.

