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Segundo dia da Jornada Acadêmica Empreendedora apostou em oficinas práticas e aproxima estudantes da inovação

Encerramento da JAE reuniu oficinas de pitch, criatividade, programação com inteligência artificial e atividades voltadas ao empreendedorismo
Por Sebrae RR
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Depois de um primeiro dia marcado por palestras, painéis e debates sobre carreira e mercado de trabalho, a Jornada Acadêmica Empreendedora (JAE) apostou em experiências práticas nesta quarta-feira (06), em Boa Vista. O segundo e último dia do evento reuniu estudantes em oficinas voltadas à inovação, empreendedorismo, criatividade e tecnologia, com atividades que incentivaram os participantes a desenvolver ideias e enxergar novas possibilidades profissionais.

A programação ocorreu no auditório do Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), da Universidade Federal de Roraima (UFRR), e contou com oficinas como “Vibecoding: Entre com uma ideia e saia com uma solução”, “Onde existem problemas, nascem ideias brilhantes” e “Pitch: Saiba vender o seu peixe!”. Os estudantes também participaram de atividades ligadas à construção de projetos, criatividade e apresentação de soluções inovadoras.

Segundo o analista do Sebrae Roraima, Luã Andrade, o segundo dia foi pensado para colocar os alunos em contato direto com ferramentas e experiências práticas.

“No primeiro dia a gente trabalhou mais no formato de plenárias e palestras, discutindo profissões, carreira e futuro. Já no segundo dia a proposta foi realmente colocar os estudantes para vivenciarem oficinas práticas, colocando a mão na massa”, explicou.

De acordo com ele, a intenção da Jornada Acadêmica Empreendedora é mostrar aos jovens que o mercado mudou e exige novas habilidades além da formação tradicional.

“Hoje não basta só sair da faculdade com um certificado. É importante entender sobre empreendedorismo, inovação, tecnologia e como transformar ideias em oportunidades reais. A jornada vem justamente com essa proposta de provocar os alunos a pensarem além do caminho tradicional”, afirmou.

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Tecnologia e inteligência artificial despertam interesse dos estudantes

Uma das oficinas que mais chamou atenção dos participantes foi a de Vibecoding, ministrada pelo designer e desenvolvedor web Felipe Alexandre, do Rio de Janeiro. A atividade apresentou aos estudantes ferramentas de inteligência artificial voltadas ao desenvolvimento de plataformas digitais e soluções tecnológicas.

Durante a oficina, os participantes aprenderam conceitos ligados à criação de projetos digitais, automação e desenvolvimento assistido por IA utilizando ferramentas gratuitas.

Segundo Felipe Alexandre, o objetivo foi mostrar que a inteligência artificial pode facilitar processos e acelerar o desenvolvimento de soluções.

“A proposta era trazer uma oficina prática mostrando os fundamentos do desenvolvimento web assistido por inteligência artificial. A IA agiliza muito quando você domina um conhecimento e consegue integrar essa tecnologia ao seu trabalho”, explicou.

Ele destacou ainda que muitos alunos conseguiram desenvolver projetos funcionais em poucas horas.

“A gente trabalhou desde briefing e documentação até integração de banco de dados. Mesmo em um período curto, muitos estudantes conseguiram chegar ao final da oficina já com uma solução funcionando”, afirmou.

Entre os participantes estava o estudante de Ciência da Computação da UFRR, Thiago Cleófilas, de 20 anos, que contou ter se interessado pela atividade após indicação de professores.

“A gente aprendeu a utilizar ferramentas de IA para automatizar e agilizar processos de programação. Isso pode ajudar bastante no desenvolvimento de projetos e também na carreira futuramente”, relatou.

Segundo ele, o contato com esse tipo de tecnologia mostra como a área da computação está mudando rapidamente.

“Hoje a inteligência artificial facilita muitos processos. A oficina apresentou uma nova forma de trabalhar e de acelerar etapas que antes demoravam muito mais”, comentou.

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Oficina de pitch incentiva estudantes a transformar ideias em negócios

Outra oficina que reuniu estudantes durante a programação foi “Pitch: Saiba vender o seu peixe!”, ministrada por Victor Eduardo, conector de startups e ecossistemas de inovação de Uberlândia, em Minas Gerais.

A atividade ensinou os participantes a desenvolver apresentações rápidas para vender ideias, projetos e soluções inovadoras.

“O pitch é uma venda rápida. Você precisa apresentar um problema, mostrar sua solução e explicar por que ela é diferente das outras”, explicou o facilitador.

Segundo Victor Eduardo, muitos estudantes ainda têm dificuldade de enxergar o empreendedorismo como uma possibilidade profissional.

“Eventos como a Jornada Acadêmica Empreendedora ajudam os alunos a entenderem que eles podem criar soluções a partir do próprio conhecimento que estão adquirindo na faculdade”, afirmou.

Durante a oficina, os estudantes trabalharam ideias ligadas principalmente às áreas de saúde, estética e educação física, pensando em modelos de negócio e diferenciais para o mercado.

A estudante Bianca Perdiz, de 25 anos, do curso de bacharelado em Educação Física, contou que decidiu participar da atividade após recomendação de uma professora da disciplina de empreendedorismo.

“O evento trouxe uma noção muito importante sobre como empreender e desenvolver ideias. A oficina deu um norte muito legal pra gente”, relatou.

Segundo ela, o contato com experiências práticas ajuda os estudantes a enxergar possibilidades reais dentro da profissão.

“Na Educação Física muita gente acaba investindo em academia, consultoria ou algum negócio próprio. Então entender como apresentar uma ideia e se posicionar no mercado é essencial”, afirmou.

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Demonstrações tecnológicas chamaram atenção dos estudantes

Além das oficinas, os estudantes também circularam pelos espaços de exposição montados durante a programação. Entre os destaques esteve o estande do Senai, que apresentou demonstrações de impressão 3D e aplicações da tecnologia no cotidiano.

O instrutor Gregório José explicou aos participantes como funciona o processo de impressão das peças e as possibilidades de utilização da tecnologia em diferentes áreas.

“A gente mostrou o processo da impressão 3D, desde o aquecimento do filamento até a criação das peças por camadas. Hoje essa tecnologia pode ser usada para produzir ferramentas, acessórios e diversos objetos do cotidiano”, explicou.

Segundo ele, muitos estudantes tiveram o primeiro contato com a tecnologia durante o evento.

“Eles ficam curiosos porque conseguem enxergar aplicações reais daquilo no mercado e no dia a dia”, comentou.

Evento busca fortalecer cultura empreendedora entre os jovens
Para a analista do Sebrae-RR Delma Andrade, o foco da Jornada Acadêmica Empreendedora é justamente despertar nos estudantes uma visão mais prática sobre mercado e empreendedorismo.

“O JAE foi pensado para alunos que estão entrando no mercado de trabalho e precisam entender como apresentar suas ideias e como transformar projetos em realidade”, explicou.

Ela destacou que o primeiro dia teve como objetivo ampliar horizontes sobre carreira e profissões, enquanto o segundo dia buscou aproximar os jovens da prática.

“No segundo dia o foco principal foi ensinar como estruturar projetos, apresentar ideias e utilizar inovação e tecnologia para desenvolver soluções”, afirmou.

Segundo Delma, os estudantes demonstraram interesse nas atividades e participação ativa nas oficinas.

“A gente percebe que os jovens estão buscando sair daquela parte apenas teórica da escola e da faculdade para entender como colocar as ideias em prática. Eles estão muito abertos a inovação e tecnologia”, comentou.

O Sebrae Roraima pretende consolidar a Jornada Acadêmica Empreendedora como uma programação permanente voltada ao público estudantil e universitário.

Segundo Luã Andrade, a proposta é continuar promovendo debates, oficinas e experiências que incentivem os jovens a enxergar o empreendedorismo como possibilidade de carreira.

“A gente quer que esses estudantes entendam que empreendedorismo também pode ser um caminho profissional. A jornada vem justamente para provocar essa reflexão e mostrar que existem várias possibilidades além do caminho tradicional”, concluiu.