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Reggae, rock e música regional dão o tom da programação cultural do Viva Roraima 2026, que reúne artistas locais e nacionais no Parque Anauá, em Boa Vista. Realizado pelo Sebrae e pelo Governo do Estado de Roraima, com apoio do Sest Senat, o evento iniciou nesta sexta-feira (24) e segue até domingo (26), com apresentações gratuitas que movimentam o público e integram cultura, turismo e geração de negócios.
A proposta da programação cultural vai além do entretenimento e foi pensada para valorizar a cultura local ao mesmo tempo em que amplia o acesso do público a diferentes expressões artísticas. Ao longo dos três dias, o evento reúne ritmos variados, além de manifestações tradicionais, gastronomia e atividades culturais.
O diretor superintendente do Sebrae Roraima, Emerson Baú, destaca que a cultura é parte estratégica da proposta do evento. “O principal impacto é tornar os pequenos negócios mais conhecidos, aproximar dos clientes e gerar novas oportunidades. Quando a gente conecta cultura, tradição e negócios, a gente cria um ambiente favorável para o desenvolvimento”, afirmou.
Segundo ele, a programação cultural contribui diretamente para o aumento da circulação de pessoas e, consequentemente, para o fortalecimento da economia local, ampliando as oportunidades para empreendedores durante o evento.
Diversidade cultural marca a programação
A curadoria buscou reunir diferentes estilos e linguagens, ampliando o alcance do evento. O secretário de Cultura e Turismo de Roraima, Cassio Gomes, afirma que a proposta é integrar diferentes expressões culturais em um mesmo espaço.
“O evento veio para agregar a cultura de Roraima, com artistas locais e também nacionais. A gente tem música, dança, gastronomia, tradições indígenas e artesanato. É um evento pensado para todos os públicos”, destacou.
Além dos shows, o evento conta com espaços culturais distribuídos pelo parque, com diferentes estandes e atividades que envolvem o público, incluindo oficinas, exposições, pintura corporal, produção artesanal e experiências gastronômicas com ingredientes regionais.
O secretário adjunto da Secult, Alex Ferreira, explica que a diversidade foi um dos principais critérios na escolha das atrações. “Desde a primeira edição, a ideia foi trazer algo diferente do que já é comum, com uma programação mais diversificada, incluindo reggae, rock e outros estilos. Isso também dialoga com o ambiente de turismo e negócios do evento”, afirmou.
Segundo ele, o Viva Roraima chega à segunda edição com expectativa de crescimento. “No ano passado tivemos cerca de 20 mil pessoas em dois dias. Este ano ampliamos para três dias e a expectativa é alcançar até 50 mil pessoas ao longo da programação”, disse.
Primeira noite reúne artistas locais e nacionais
A programação desta sexta-feira (24) começou com artistas locais nos diferentes palcos do evento. Na Carreta Palco, se apresentaram Natu, Neuber Uchoa e Mike Guy Brás. No palco Estrela, passaram atrações como Imaginart, Vitória Peligrosa, Criart e o Grupo Senzala.
O encerramento da noite no palco principal ficou por conta da banda Chimarruts, que retornou a Roraima e destacou a recepção do público.
“É muito especial estar aqui novamente. A gente se sente muito bem recebido, é um público caloroso. Essa troca cultural é muito rica e faz parte do que a gente acredita como música”, destacou o vocalista Rafa Machado.
Os integrantes também ressaltaram a importância de eventos gratuitos para aproximar o público da cultura. “É muito positivo ver um evento aberto, onde as pessoas podem acessar a arte e a música. A cultura nasce desse encontro, e é isso que a gente vê aqui”, completaram.
Cultura, identidade e participação do público
Entre os artistas locais, a banda Guy Bras Ven também participou da programação, reforçando a diversidade cultural da região. A integrante Lionella Edwards destacou a importância do evento. “É um evento que mobiliza a economia, valoriza os artistas locais e promove essa troca com artistas de fora. A gente só tem a agradecer pela oportunidade de estar aqui”, afirmou.
O músico Mike Guy Brás, integrante da banda, ressaltou a trajetória do grupo. “A gente vem construindo esse trabalho há muitos anos, misturando influências e culturas. Estar aqui hoje mostra a força da música local”, disse.
No meio do público, o estudante indígena Flávio Teixeira destacou a importância do festival para a valorização cultural. “É um festival grandioso e importante para os povos indígenas de Roraima. Muitas vezes a gente não tem esse espaço de valorização, e aqui a gente pode participar, prestigiar e mostrar nossa cultura”, afirmou.
Segundo ele, além das apresentações, o evento também representa um espaço de pertencimento. “Eu estou aqui para curtir e também para ser eu, ser indígena. Isso é muito importante”, completou.
Programação segue no fim de semana
A programação continua neste sábado (25) com apresentações na Carreta Palco de Neto Andrade, Forró do Patrão, Nega Ray e George Farias. No palco Estrela, o público acompanha Xuxu, Escola Forrozão, Locombia e o Grupo Folclórico Onça Parda. No palco principal, o destaque é o show de Anne Louise.
No domingo (26), o evento segue com Jhon Mayson e Banda, Banda Jokers e Banda Garden na Carreta Palco. No palco Estrela, se apresentam Filhos de Macunaima, Criart e Tribo Waiká. O encerramento ficará por conta da banda Biquíni, no palco principal, mantendo a diversidade de ritmos e a proposta cultural ao longo de todo o evento.
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