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Digital Influencer: a importância desse profissional no avanço do seu negócio

O Brasil é o segundo país mais conectado do mundo. Por isso, marcar presença no mundo virtual é uma forma de divulgar seu negócio e conquistar novos clientes.
Por Redação
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A internet se tornou algo crucial para o desenvolvimento educacional, econômico e tecnológico. Por meio da rede mundial de computadores é possível consumir todo tipo de informação de forma rápida com apenas alguns cliques, tudo se tornou tão prático que se pode até mesmo concluir um curso superior sem sair de casa.

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Em regiões do Estado onde o sinal de telefonia celular não chega, existem iniciativas de conexão de internet via satélite que permitem a comunicação na palma da mão, usando o aplicativo de WhatsApp, por exemplo. Essa é a realidade de comunidade ribeirinhas do Baixo Rio Branco e de comunidades indígenas de todo o Estado.

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De modo geral, acessar a internet se tornou mais barato e economicamente viável que fazer uma ligação. Por isso, é imprescindível que as empresas marquem presença no mundo virtual.

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A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizaram uma pesquisa para investigar o perfil e hábitos de compras do consumidor digital brasileiro. Para o levantamento foram ouvidas 900 pessoas das 27 capitais e realizada uma pesquisa mais profundada com 800 delas que responderam ter comprado algo via internet nos últimos 12 meses.

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No total, 97% dos entrevistados disseram que buscar informações na internet sobre produtos e serviços antes de realizar uma compra em loja física. Os itens que mais demandam esse tipo de pesquisa são eletrodomésticos (59%), celulares e smartphones (57%) e eletrônicos (50%).

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Outro comportamento crescente é a compra utilizando aplicativos das lojas. Seis em cada dez (61%) internautas entrevistados compraram por meio de aplicativos de lojas nos 12 meses anteriores à pesquisa. E a principal vantagem é que as lojas estão ofertando nos aplicativos promoções diferenciadas e personalizadas que não são cobertas nas lojas físicas.

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“Do ponto de vista do consumidor, é muito difícil entender as razões de um mesmo produto, de um mesmo varejista, estar à venda no site por um valor mais barato que na loja física. É claro que os custos dos espaços físicos são muito maiores para os lojistas, mas tudo indica que será necessário investir cada vez mais na integração e equiparar os preços para garantir a competitividade em qualquer segmento”, explica o presidente da CNDL, José César da Costa.

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Outro levantamento feito pela CNDL mostrou que sete em cada dez entrevistados comprou algo usando smartphone, sendo que 33% adquiriram algum produto ou serviço por meio do Facebook, Instagram, Youtube ou WhatsApp no último ano, comprovando que as redes sociais também são canais comerciais.

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Presença Digital

Mesmo com todos esses dados apontando a necessidade das empresas manterem uma presença digital, uma grande parcela de empreendedores brasileiros ainda sente dificuldade de utilizar os recursos tecnológicos.

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A pesquisa Perfil do Empreendedor do Amanhã, feita pelo Sebrae Nacional mostrou que  18% das microempresas brasileiras não acessam a internet e que pelo menos 26% não usam computador.

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É nesse cenário que a figura do Digital Influencer pode ajudar na divulgação do seu serviço ou produtos. A atividade está diretamente relacionada às novas tecnologias da comunicação e como profissão surgiu em 2015, nos Estados Unidos. Basicamente, são pessoas que alcançam relevância utilizando as redes sociais e que negociam com as empresas divulgação em seus perfis.

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É um mercado crescente e que tem influencia especialmente entre os jovens, conforme pesquisas recentes realizadas sobre o tema. Divulgada em setembro de 2019, a pesquisa QualiBest ouviu 1.110 pessoas de todo o país e apontou que pelo menos 76% dos consumidores disse ter comprado algo por causa de influenciadores.

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Nas compras feitas por indicação de um influenciador digital lideram os produtos de beleza (52%), seguidos por livros e acessórios de moda (42%). Os entrevistados também citaram alimentos e bebidas (30%) e smartphones (29%).

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Segundo o levantamento o Instagram e YouTube aparecem empatados em primeiro lugar, com 81% como as redes preferidas do público. O Facebook foi apontado por 49% dos entrevistados. A soma é maior do que 100% porque cada um podia indicar mais de uma rede.

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Como usar um Digital Influencer

Antes de qualquer coisa, é preciso encontrar um influenciador que tenha sintonia com seus produtos e serviços, que saiba comunicar de maneira natural e com propriedade o que a sua empresa quer vender e tenha relevância local.

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Para explicar melhor como funciona esse serviço, a Revista Empreendedorismo e Negócios conversou com dois digitais influencer de Roraima: Siloany Neves e Uialã Bernardo. Os dois exploram como plataforma o Instagram, especialmente as publicações em stories.

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Além de público diferentes, eles também desenvolveram características próprias para fazer esse tipo de serviço e conseguem ganhar dinheiro usando a internet. Confira:

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Revista Empreendedorismo e Negócios – Em que ano você iniciou o trabalho de divulgação em suas redes sociais?

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@siloanycerimonialista – Iniciei em meados de 2013. Na verdade eu já usava as redes pra falar sobre minha profissão de cerimonialista. Mostrar fornecedores dos eventos e o leque foi ampliando, outros segmentos tiveram interesse em divulgar.

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@u_bernardo – Comecei a muito tempo atrás no Youtube porque sempre gostei de vídeos, de editar e contar piadas. Mas, a ideia do Instagram surgiu porque eu estava passando por um momento de depressão. Na verdade tenho depressão e ansiedade, e comecei a dar dicas de como lidar com isso. Alguns amigos meus começaram a receber essas dicas e começaram a gostar. Recebi mensagens de pessoas dizendo que aquilo estava ajudando, então continuei.

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REN – Como foi que surgiu a ideia de fazer a divulgação nas suas redes sociais?

 

@u_bernardo – Eu usava o Instagram só para fazer fotos e fotografias. Um dia, fui numa loja e que tinha promoção de sapatos e mostrei um produto. Vi que meus amigos gostaram e compraram. Depois fui numa promoção de moleton, os amigos viram, compraram e gostaram. Então, comecei a ver que meu público gostava de promoção e fui procurar lugares baratos para comer e assim, surgiram os vídeos.

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REN – Quantos clientes você tem em média?

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@u_bernardo – Tenho cerca de 15 clientes que faço divulgação por mês, mais o auxílio nas redes sociais. Ofereço divulgação, faço fotos mais em conta e também sou garoto propaganda. Se o cliente for fazer um comercial ele pode me contratar. Então, eu crio conteúdo para meu Instagram e para as redes do meu cliente.

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REN –  Siloany, quantos views em média tem um storie seu?

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@siloanycerimonialista – Uma média de duas mil visualizações diárias. Na minha viagem para os Estados Unidos chegou a três mil.

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REN – Bernardo, diferente de muitos, você também passou a criar pequenos vídeos bem humorados para falar dos produtos. O que fez você adotar essa estratégia?

 

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@u_bernardo – Eu sempre gostei de fazer vídeos, meu intuito sempre foi fazer as pessoas rirem. E quando comecei a receber alguns produtos pensei em unir o que gosto de fazer e mostrar esse produto de uma forma diferente, que eu também goste. Não quero apresentar um produto só por dinheiro, mas de uma forma engraçada, gostando do que estou fazendo.

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REN – Você divulga de tudo ou utiliza alguns critérios?

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@siloanycerimonialista – As pessoas gostam de novidade e utilidade. Não me enquadro muito no feed organizado e nas fotos produzidas. Sinto que meus seguidores me acompanham pra saber sempre de algo novo, de algo útil, muitas vezes segmentados sobre eventos com as indicações de quem faz bolos, doces, ceias ou seja, que tipo de serviço tem aqui.

 

@u_bernardo – Divulgo apenas o que eu usaria, o que compraria ou o serviço que eu indicaria. Já deixei de indicar coisas porque eu não gostava da qualidade, do serviço ou do atendimento. Já mandei reclamação para os meus parceiros, ameacei deixar parceiros se eles não mudassem. Porque como comecei o Instagram por conta do que eu indicava e as pessoas gostavam, não vou indicar algo que eu saiba que meu público não vai gostar. Porque meu público de verdade são as pessoas que me assistem, então eu prezo pela qualidade de atendimento ao meu público.

 

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REN – Que cuidados você adota ao fazer a divulgação de um produto ou serviço?

 

@siloanycerimonialista – De não ser um classificados. Divulgo 60% das coisas monetizando mas 40% divulgo aleatório, sem ganhar nada em troca. Mas sei que são serviços que podem ser úteis e muitas vezes o empresário que nem me contratou pra tal recebe um feedback e me procura depois. Ou seja, hoje a propaganda está muito aliada ao conceito de você querer mais explicações do produtos do que valores. E nos meios de comunicação tradicionais não tem espaço e tempo pra isso. Nas redes consigo descrever e muitas vezes mostrar a utilidade e aí, desperta o interesse.

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@u_bernardo – Antes de fazer a divulgação, eu conheço o serviço, visito, estudo ele, aí começo a criar vídeos sobre aquele serviço e só depois que eu me inteirei e inteirei meu público dessa necessidade, começo a inserir o produto. Falando das especificações, como ele pode ajudar, fazendo mesmo a venda do produto. Também tenho muito cuidado com as palavras. Não usar nada que seja discriminatório, seja xenofóbico, nada que agrida ou ofenda. Principalmente, porque a gente às vezes nem percebe que falou algo de errado. Então, quando estou divulgando o produto sempre revejo os vídeos.

 

REN – De modo geral, que retorno esse tipo de investimento gera para o empreendedor?

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@siloanycerimonialista – O efeito pode ser imediato ou aquele post pode dar retorno até por um ano. Porque nem todo mundo tem a condição de comprar na hora, aas ele guarda a informação que não é a promoção do dia, e paga pelo produto a qualquer momento porque sabe que vai se satisfazer pela utilidade.

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@u_bernardo – É o retorno das pessoas procurarem os serviços e produtos dos meus parceiros. Então, toda a vez que tem o produto que eu divulgo e as pessoas gostam, eles falam que viram comigo e a gente tem esse retorno. Isso também me motiva a continuar, saber que eu estou ajudando as pessoas. Já pensei várias vezes em parar, mas aí um seguidor manda um texto falando que eu tenho ajudado. Então, se eu tô nisso é por poder ajudar as pessoas que me seguem.

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Seja ON

Mesmo terceirizando essa atividade, é muito importante que a empresa mantenha seus perfis próprios como referência para os clientes e consumidores. Veja as vantagens de estar on line:

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– Ser encontrado: quem nunca “deu um google” para encontrar um produto ou serviço? Existem ferramentas que auxiliam as empresas a aparecer nas buscas. Isso facilita o contato com o cliente e amplia as chances de novos negócios.

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– Manter relacionamento: seja usando os sites ou as redes sociais, a empresa pode estreitar vínculos com o cliente estabelecendo um relacionamento. Ao ser encontrado e ao decidir permanecer no canal da empresa, o cliente abre possibilidades para troca de dados de cadastro que devem ser usadas em ações futuras de relacionamento.

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– Fidelização: manter um relacionamento cria condições para conhecer mais sobre o comportamento do cliente. Assim, a empresa pode estabelecer novas formas de contato, fazer ofertas exclusivas e personalizadas que garantam a fidelização.