
A organização financeira é um dos principais pilares para a operação e o crescimento de uma empresa, pensando nisso, foi realizado a “Trilha de Finanças para Negócios Criativos” com empreendedores que fazem parte do segmento de “Economia Criativa”, projeto do Sebrae Roraima que apoia modelos de negócios que se originam em atividades, produtos ou serviços a partir da criatividade como artesanato, moda, design, teatro e música.
Foram apresentadas três oficinas ministradas pelo facilitador, Dorian Azevedo. A primeira “Fluxo de Caixa” orientou os participantes sobre a importância desta ferramenta que gerencia a entrada e saída do capital de giro da empresa para tomada de decisão.
É importante reforçar para esses empreendedores que essa ferramenta é fundamental para monitorar o crescimento e o desenvolvimento financeiro da empresa, pontuou Azevedo.
No segundo dia, o tema foi “Formação de Preços”, nessa oficina os empreendedores aprenderam sobre como estruturar o valor dos seus produtos e serviços, custo variável e custo fixo, margem de lucro, despesas fixas e variáveis.
A ideia deste segundo tópico era mostrar que ao conhecer o valor adequado, o empreendedor ganha a possibilidade de atrair e reter novos clientes, valorizar o trabalho que eles realizam, além de evitar que o negócio tenha prejuízos, acrescentou o facilitador.
Encerrando a Trilha de Finanças, os empresários tiveram a oficina “Crédito Consciente” com a participação da analista do Sebrae/RR, Francisca Conrado, que abordou sobre possibilidades e alternativas de crédito com foco em mostrar que projetar as necessidades de investimento e de caixa resulta no futuro da empresa.
Dependendo da forma de como o crédito vai ser aplicado por esse empresário ele pode ser benéfico ou não, então nosso objetivo era mostrar que mesmo com esse apoio o negócio precisa ter suas finanças organizada, pois o crédito é a confiança de que se vai receber de volta o dinheiro emprestado e quando não há planejamento pode gerar mais custos para a empresa, finalizou a analista.
Maiza Carvalho, proprietária da “May Ilustração e Design”, participa do Economia Criativa há dois meses e explica que precificar o valor das suas artes sempre foi um desafio, mas que após esses três dias de imersão, percebeu que a área de finanças pode ser prática e otimizada.
Meu pensamento mudou completamente após essa trilha porque sempre imaginei que ter uma gestão financeira era voltada para negócios mais “tradicionais” e com as oficinas, a motivação em realizar esse planejamento ficou mais acessível, pois agora obtive conhecimento e orientação para colocar isso em prática, afirmou a empreendedora.
O QUE É ECONOMIA CRIATIVA?
Economia Criativa é um termo criado para nomear modelos de negócio ou gestão que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos com vistas à geração de trabalho e renda.
Diferentemente da economia tradicional, de manufatura, agricultura e comércio, a economia criativa, essencialmente, foca no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos. De acordo com as Nações Unidas, as atividades do setor estão baseadas no conhecimento e produzem bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e valor econômico.
