
Orientar, acolher e oportunizar. Foi com esse pilar de ideias que o Sebrae Roraima em parceria com a ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) Boa Vista e Brasília, realizaram o encontro presencial “Empreendedoras refugiadas em Boa Vista”, com o intuito de apresentar alguns conceitos sobre empreendedorismo e ferramentas que podem contribuir com o desenvolvimento dos seus empreendimentos.
A iniciativa teve articulação do Projeto Sustentabilidade Organizacional do Sebrae/RR, visando fortalecer o pilar social, proporcionando o apoio para realização do encontro. Mais de 50 mulheres imigrantes venezuelanas participaram do encontro, entre aquelas que já tem um negócio, formal ou informal e as potenciais empreendedoras que não têm um empreendimento, mas que pretender ter.
Vanessa Tarantini, assessora de soluções duradouras da ACNUR, explica que esse encontro faz parte da iniciativa “Refugiados Empreendedores”, uma plataforma da organização com o Pacto Global da ONU que tem como parceiros o Sebrae Nacional, Rede Mulher Empreendedora, Aliança Empreendedora e outras organizações.
Através desses encontros reunimos conteúdos que sejam relevantes para elas como a questão da formalização do negócio, orientação sobre crédito e microcrédito, então é um ambiente criado para apoiá-las e também para que elas se conheçam e se apoiem para evoluírem e crescerem juntas, disse a assessora.
Durante o encontro, o Sebrae apresentou três palestras a primeira foi a “As vantagens de ter um Negócio Formalizado”, ministrada pela instrutora Glicéria Mota Lopes, a segunda foi sobre “Como a Gestão Financeira pode ajudar o MEI”, apresentada pelo instrutor Laercio Furtado Ferreira Junior e um “Bate-Papo sobre Crédito Consciente”, ministrada pela instrutora Francisca Conrado Fernandes.
Esse encontro tem como finalidade principal, dar oportunidade para as mulheres refugiadas que pretendem ou já estão empreendendo, ou seja, o Sebrae tem a missão de orientar e ajudar a melhorar a gestão desses empreendimentos através de planejamento, prática, visão de mercado, marketing digital e também por meio das nossas capacitações, enfatizou o diretor de administração e finanças do Sebrae/RR, Almir Sá.
Jacqueline Rodríguez foi uma das participantes do encontro. A empreendedora e proprietária da “Publigráfica 2021”, apresentou a palestra “Sonha e Viva”, onde contou sua trajetória como imigrante até o surgimento do seu negócio.
Como mulher imigrante, entendi que apesar dos desafios é possível alcançar seus objetivos, e quando cheguei ao Brasil, conheci o programa de empreendedorismo feminino do Sebrae, então ter um ambiente de aprendizagem e troca de experiências como este, é fundamental para essas mulheres perceberem seu potencial e enxergarem oportunidades, afirma a empreendedora.
Jacqueline pontua que foi através das capacitações que realizou pela instituição que ela decidiu formalizar seu negócio, sendo atualmente uma Microempreendedora Individual (MEI).
“Fiz mais de 30 cursos pelo Sebrae/RR, porém foi com o Empretec que percebi a virada da minha vida profissional e pessoal, pois depois dele comecei a enxergar meu negócio com outras ideias e firmar parcerias que têm contribuído com o crescimento da minha empresa. Hoje não foi diferente, pois reuniu mulheres que lutam todos os dias pelos seus sonhos através do empreendedorismo”, finalizou Jacqueline.
PLATAFORMA REFUGIADOS EMPREENDEDORES
A Plataforma Refugiados Empreendedores surge no contexto da crise global despertada pela pandemia de Covid-19 como uma ferramenta para dar maior visibilidade aos negócios liderados por empresários(as) e refugiados(as) no Brasil.
Além de uma crise de saúde pública, a pandemia também afetou as pessoas deslocadas à força de forma desproporcional, causando mais do que uma crise de saúde, lacunas na proteção e na situação socioeconômica daqueles que precisam fugir de seus lares em busca de segurança.
Nesse contexto, é essencial promover parcerias inovadoras para a inclusão das pessoas refugiadas através da expansão das oportunidades de subsistência a longo prazo. Mais do que ser a principal ferramenta do ACNUR para apoiar o empreendedorismo dos(as) refugiados(as), essa plataforma pretende se consolidar como referência para o setor privado para a promoção de como fazer negócios com refugiados.
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