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Inovação em rede: Boa Vista fortalece ecossistema com atualização de mapeamento e definição de governança

Iniciativa reúne instituições públicas e privadas para transformar conexões em oportunidades, fortalecer negócios inovadores e impulsionar o desenvolvimento econômico
Por Giovanna Lima
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Boa Vista atualizou o mapeamento do Ecossistema Local de Inovação (ELI) e definiu sua estrutura de governança. O trabalho busca conectar instituições para apoiar o desenvolvimento de negócios, tecnologias e soluções para a população. Para acessar a vitrine basta acessar o site on-line.

A iniciativa representa um avanço na organização do ambiente de inovação da capital roraimense, ao reunir instituições públicas e privadas, universidades, entidades de apoio e representantes do setor produtivo em torno de um objetivo comum: criar condições mais favoráveis para o surgimento, o fortalecimento e o crescimento de negócios inovadores.

Mais do que identificar quem faz parte desse cenário, o trabalho busca aproximar instituições, reconhecer oportunidades e transformar esforços individuais em ações coletivas capazes de gerar resultados para o território.

O processo contou com a participação do Sebrae Roraima e de instituições que atuam diretamente no desenvolvimento econômico, tecnológico e empreendedor do estado.

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Um novo olhar sobre a inovação em Boa Vista

O Ecossistema Local de Inovação funciona como uma rede de colaboração entre diferentes atores que, embora tenham áreas de atuação distintas, compartilham o propósito de estimular a inovação e o empreendedorismo.

Essa rede pode envolver desde universidades responsáveis pela produção de conhecimento científico até empresas que desenvolvem soluções tecnológicas, órgãos públicos que formulam políticas de desenvolvimento e instituições que oferecem capacitação, orientação e apoio aos empreendedores.

Em Boa Vista, o primeiro mapeamento do ecossistema foi realizado em 2021. Com as transformações do mercado, o surgimento de novas iniciativas e a evolução das instituições, tornou-se necessário atualizar esse diagnóstico.

O novo levantamento permitiu revisar os atores presentes no território, identificar suas contribuições, compreender as áreas em que atuam e reconhecer possibilidades de cooperação.

Na prática, esse processo ajuda a responder questões fundamentais para o desenvolvimento da inovação local: quem está produzindo conhecimento, quais instituições podem apoiar novos negócios, onde estão as oportunidades de investimento, capacitação e desenvolvimento tecnológico, entre outras, e principalmente, como conectar essas iniciativas para ampliar seus resultados.

A atualização também subsidiou a elaboração de um plano de ação, que estabelece iniciativas voltadas ao fortalecimento do ambiente de inovação e à ampliação das conexões institucionais.

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Da identificação dos desafios à construção de soluções

Um dos principais resultados do trabalho é a possibilidade de transformar o diagnóstico do ecossistema em planejamento estratégico.

Isso significa que as informações levantadas não devem permanecer apenas como um registro das instituições existentes, mas orientar decisões, estabelecer prioridades e contribuir para a construção de soluções conjuntas.

Ao identificar desafios e oportunidades, os participantes podem direcionar esforços para áreas que necessitam de maior atenção, aproveitar competências já existentes e evitar que diferentes instituições desenvolvam ações semelhantes sem articulação.

Essa integração também favorece o melhor aproveitamento de recursos, conhecimentos e estruturas disponíveis, ampliando o potencial das iniciativas voltadas ao empreendedorismo inovador.

Para os pequenos negócios, esse movimento pode representar novas possibilidades de acesso a conhecimento, parceiros estratégicos, programas de apoio e oportunidades de mercado.

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Governança: o compromisso de transformar planejamento em resultados

Entre os avanços da atualização do ecossistema local de inovação está a definição de sua governança, estrutura responsável por articular as instituições participantes e acompanhar a execução do Plano de Ação.

A governança reúne representantes de diferentes organizações, que passam a atuar de maneira colaborativa na definição de prioridades, mobilização de parceiros, distribuição de responsabilidades e monitoramento das iniciativas planejadas.

Integram essa estrutura o Sebrae/RR, Senai/RR, Federação das Indústrias do Estado de Roraima (Fier), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Instituto Federal de Roraima (IFRR), Desenvolve RR, AME, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Roraima (Faperr) Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), Junta Comercial do Estado de Roraima (Jucerr), Rorainova e Buriti Valley.

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A coordenação da governança ficará sob responsabilidade da Rorainova e da Fier.

O modelo busca garantir que o fortalecimento do ecossistema seja uma responsabilidade compartilhada, respeitando as competências e possibilidades de contribuição de cada instituição.

Mais do que uma estrutura organizacional, a governança representa um compromisso com a continuidade das ações. Seu papel será acompanhar o planejamento, estimular a participação dos atores envolvidos e contribuir para que as iniciativas avancem de forma integrada.

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O que muda para quem empreende?

Embora o ecossistema local de inovação seja formado por instituições de diferentes segmentos, seus resultados podem alcançar diretamente quem empreende ou pretende transformar uma ideia em negócio.

Startups, empresas de base tecnológica, pequenos negócios interessados em inovar e empreendedores que desenvolvem novos produtos, serviços ou modelos de negócio estão entre os públicos que podem ser beneficiados.

Um empreendedor que busca desenvolver uma solução tecnológica, por exemplo, pode precisar de conhecimento científico, orientação empresarial, acesso a financiamento e aproximação com potenciais parceiros comerciais. Em um ambiente de inovação mais conectado, essas oportunidades tendem a se tornar mais acessíveis.

O fortalecimento do ecossistema também pode favorecer pesquisadores que desejam transformar estudos em soluções para o mercado e pessoas que estão estruturando os primeiros empreendimentos.

A expectativa é que, à medida que as ações previstas sejam implementadas, a integração entre as instituições contribua para estimular a competitividade dos negócios, a geração de oportunidades e a diversificação da economia local.