Crédito pode abrir espaço para uma empresa crescer, comprar equipamentos, melhorar a estrutura ou reforçar o capital de giro. Mas, antes de assinar um contrato, o empreendedor precisa saber se aquele dinheiro realmente faz sentido para o negócio. É justamente nesse momento que entra o crédito consciente: uma forma de avaliar a necessidade, as condições e a capacidade de pagamento antes de assumir uma nova dívida.

A proposta é ajudar o empreendedor a enxergar o crédito como uma ferramenta de crescimento, e não como uma saída imediata para resolver problemas financeiros. Para isso, é importante entender quanto será necessário, qual será a finalidade do recurso e se o negócio terá condições de arcar com as parcelas sem comprometer o fluxo de caixa.
De acordo com o analista do Sebrae Roraima, Cícero Neto, a decisão de contratar um empréstimo deve considerar o potencial de crescimento da empresa e os resultados que o investimento pode gerar.
“A avaliação deve partir da análise da produtividade da empresa. Um bom momento para buscar crédito é quando o empreendedor tem uma nova demanda e precisa adquirir máquinas ou equipamentos para atendê-la. Se esse investimento aumentar a capacidade de entrega e o faturamento, o empréstimo pode ser uma decisão estratégica”, explica.
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Crédito com propósito
Entre as situações em que o crédito pode fazer sentido estão a compra de máquinas e equipamentos, reforma ou melhoria da estrutura, ampliação da produção, capital de giro e aquisição de estoque. Nesses casos, o financiamento pode contribuir diretamente para aumentar a capacidade de atendimento e melhorar os resultados da empresa.
Por outro lado, o Sebrae orienta que o empreendedor evite contratar crédito apenas para cobrir prejuízos constantes, pagar despesas sem planejamento ou resolver problemas de gestão. Antes de buscar o recurso, é necessário compreender a realidade financeira do negócio e avaliar se a nova parcela caberá no orçamento.
Cícero Neto também alerta que utilizar o dinheiro em despesas que não contribuem para o crescimento da empresa pode comprometer as finanças e aumentar o endividamento.
“Um dos erros mais comuns é pegar um empréstimo e usar o dinheiro em algo que não traz retorno para a empresa. Se o empreendedor utiliza o recurso para uma finalidade pessoal, como comprar uma moto de que o negócio não precisa, ele aumenta as parcelas e compromete o fluxo de caixa sem gerar receita adicional”, alerta.
Outro ponto importante é conhecer o Custo Efetivo Total (CET), que representa o custo real da operação e pode incluir, além dos juros, tarifas, seguros, impostos e outros encargos. Comparar essas informações antes de escolher uma instituição financeira permite ao empreendedor tomar uma decisão mais segura.
Mais do que conseguir dinheiro para a empresa, o crédito consciente começa antes da contratação. Com planejamento, responsabilidade e conhecimento, o recurso pode deixar de ser apenas uma dívida e se transformar em investimento para fortalecer o negócio e criar possibilidades de crescimento.
Para mais informações os empreendedores podem entrar em contato (95) 98404-4783.

