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O carnaval, época festiva que este ano inicia no dia 17 de fevereiro deve atrair não apenas foliões, mas também renda extra para empreendedores roraimenses. O período é uma oportunidade real e altamente estratégica para micro e pequenas empresas expandirem seus resultados com criatividade, organização e conexão com a cultura nacional.

De acordo da analista e gestora de mercado do Sebrae, Gabrielle Ribeiro, o carnaval se consolida como um período estratégico para micro e pequenas empresas, ao estimular a geração de renda e o empreendedorismo local.

O carnaval chega como uma grande vitrine de oportunidades para micro e pequenas empresas
afirmou.

Segundo Gabrielle, o período pode ser aproveitado tanto por negócios já estruturados quanto por quem deseja começar a empreender.

Para quem já é formalizado, é uma chance de testar novos produtos e ampliar a visibilidade da marca. Para quem está começando, funciona como um laboratório real
explicou.

Em Roraima, ela aponta oportunidades em segmentos como customização de acessórios, roupas e fantasias, maquiagem artística, serviços de beleza express, produção artesanal, gastronomia e passeios turísticos locais, especialmente entre públicos que buscam experiências conectadas à cultura e à identidade regional.

E para quem deseja aproveitar o Carnaval como oportunidade de negócio, o e-book “Carnaval 2026: oportunidades para micro e pequenas empresas” reúne orientações práticas para o período. Entre elas estão o planejamento antecipado, a definição clara do que será vendido, a organização de estoque ou agenda e a atenção à experiência do consumidor, que tem valorizado cada vez mais praticidade, agilidade no atendimento e facilitação dos meios de pagamento durante a folia.

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Reinvenção no empreendimento

Em Boa Vista, a empresária Val Bezerra, proprietária da empresa Daval Alimentos Amazônicos, se prepara para atuar durante a festa vendendo caipirinhas e molhos de pimenta, e a participação no carnaval não será novidade para ela. Este será o terceiro ano consecutivo em que ela trabalha durante o período, e a expectativa para 2026 é superar os resultados do ano passado. Para ela, a folia funciona tanto como reforço financeiro quanto como vitrine para fortalecer a marca e conquistar novos clientes.

De acordo com ela, em 2025 arrecadou cerca de R$ 5 mil, e para este ano projeta atingir entre R$ 7 mil e R$ 8 mil no carnaval municipal. “Nem sempre faturamos bem, sabe? Depende do evento. Por exemplo, fim de ano, a minha expectativa era vender bem, e não foi assim que aconteceu. Para este carnaval estou com altas expectativas de ultrapassar o que arrecadei ano passado”, contou.

A caipirinha como aposta no Carnaval

A venda de caipirinha surgiu após a pandemia, quando Val participou de um evento na Expoferr. Mesmo sem experiência anterior com bebidas, decidiu apostar no produto e percebeu que o retorno financeiro compensava. A partir desse evento, a caipirinha passou a ser o principal produto nos grandes eventos.

Para se diferenciar, a empresária buscou qualificação e fez curso específico para aprimorar a receita e padronizar o preparo. “Eu fiz curso para aprender a medida certinha, porque a gente precisa entregar sempre o mesmo sabor”, disse.

Segundo Val, a fidelização do público foi acontecendo com o tempo, com clientes que acompanham o trabalho desde os primeiros eventos. Além do Carnaval, a venda também ocorre em períodos como Mormaço e arraiais.

Para este ano, a empresária afirmou que o planejamento começa com antecedência. Bebidas, açúcar, leite condensado, creme de leite, coco, canudos e água mineral são comprados antes. O limão e o gelo ficam para mais perto do evento, garantindo frescor e qualidade. “O diferencial na venda, no meu ponto de vista, é a divulgação. Eu sempre posto antes que vou estar no Carnaval”, explicou.

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Renda extra e trabalho com mães solo

Além do faturamento, Val destacou o impacto social do negócio durante o Carnaval. A equipe da Daval Alimentos Amazônicos e das Caipirinhas Daval é formada por mães solo, contratadas para atuar nos eventos como forma de complementar a renda. Segundo ela, o objetivo é criar oportunidades e fortalecer outras mulheres.

Trabalhar sozinha não é legal. É bom trabalhar com outras mulheres e ver que, de alguma forma, a gente consegue se ajudar

afirmou.

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Parceria com o Sebrae fortaleceu o negócio

Parceira do Sebrae desde 2023, Val afirmou que o apoio foi decisivo para mudar a forma como o negócio passou a ser conduzido. Segundo ela, antes da parceria a venda era desorganizada, com embalagens simples e pouca noção de estruturação.

Ela destacou que cursos, oficinas e mentorias ajudaram a entender melhor o negócio, melhorar a apresentação dos produtos e planejar as vendas. A empresária também relembrou que, após conhecer o Sebrae no evento ‘Tá Com Tudo Empreendedor’, ganhou visibilidade e reconhecimento, inclusive com a conquista do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em nível estadual e nacional.

Para Val, o apoio contribuiu não apenas para aumentar as vendas, mas para desenvolver uma visão mais estratégica e organizada do empreendimento.

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